Queria ter o poder de arrancar a dor do coração de muita gente, doar felicidade, satisfazer um sonho, conceder o desejo... mas sei que meu olhar é parcial, minha compreensão é curta e meu cuidado temporal. Dentro de tantas limitações, confio à vida e ao divino coisas que não poderia jamais dar. E que eu tenha a capacidade de ser presença, de iluminar sem precisar carregar fardos e dores desnecessárias, de simplificar o amor em atos, diluindo culpas e medos, num universo com propósitos muito mais elevados.
ANTROPOFAGISTA
Era quase gente. Barba por fazer, olhos profundos imersos em manchas faciais... os músculos atrofiados não conheciam mais o sorriso. Sua pele branca não apreciava mais o Sol da manhã. Cabelos louros e compridos cobriam seus ombros franzinos e seu estômago clamava uma alimentação mais saudável. Tinha dinheiro, mas vivia numa caixa.
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