sobre a copa
É... não se trata de ser ANTI ou a FAVOR. Paguei minha língua assistindo a um jogo ou outro. E hoje assitirei novamente, do começo ao fim. Disse que não assitiria nenhum... pois estava revoltado, triste, envergonhado. Mas gosto tanto de estar com meus amigos e eles me convidaram gentilmente a estar presente em três ocasiões de jogos do Brasil... então eu cedi.
O primeiro passei fazendo caipirinha, tímido e encabulado por estar presente na sala, no outro dei muita risada e me permiti torcer comendo guloseimas com uns queridos e neste ultimo comi um churrasco gostoso enquanto olhava pra TV. Gritei gol sim. Xinguei jogadores. E voltei para a casa com uma sensação estranha. É que quando estive sozinho nos outros jogos, nem liguei a televisão. Perguntei-me ao voltar para casa se estava sendo demagogo ou hipócrita. Aprendi a não ter vergonha de mudar de opinião como se fosse algo errado.
Continuo com o mesmo pesar pela situação do meu país. Não acredito realmente que meu voto valha alguma coisa e ainda me pergunto como posso ser útil nesta sociedade. Quanto ao esporte, embora particularmente chegar a conclusão de realmente não ter nenhuma atração ou interesse por ele, principalmente pela mídia e pelos milhões que movimentam a economia suja, regendo padrões sociais nos quais também sou influenciado: cresci numa família completamente apaixonada por futebol. Meu pai era amigo de jogadores profissionais, frequentava assiduamente a casa de um jogador de seleção de 1982, bebia com outros. A TV daqui está ligada em canais de esporte desde sempre, apresentando roteiros tão engendrados quanto o da dramaturgia brasileira, nada diferentes de um programa de fofocas feminino. Tenho amigos que também amam e jogam.
Julgaria a todos como alienados? Então eu também sou.
Eles tem o meu respeito.Hoje vou lá torcer com eles, fazer parte da história convivendo, me alegrando, abraçando na hora do gol, cantando o hino. Mas a imagem que recebi nesta manhã e compartilho com vocês, assim como os flashes das famílias expulsas com violência pela desapropriações, não saem da minha cabeça.
Terei memórias boas e ruins a respeito desse evento histórico. E o que posso fazer a respeito para mudar meu país, sendo eu pequeno, ainda me pergunto. E pratico dentro das minhas limitações.
O primeiro passei fazendo caipirinha, tímido e encabulado por estar presente na sala, no outro dei muita risada e me permiti torcer comendo guloseimas com uns queridos e neste ultimo comi um churrasco gostoso enquanto olhava pra TV. Gritei gol sim. Xinguei jogadores. E voltei para a casa com uma sensação estranha. É que quando estive sozinho nos outros jogos, nem liguei a televisão. Perguntei-me ao voltar para casa se estava sendo demagogo ou hipócrita. Aprendi a não ter vergonha de mudar de opinião como se fosse algo errado.
Continuo com o mesmo pesar pela situação do meu país. Não acredito realmente que meu voto valha alguma coisa e ainda me pergunto como posso ser útil nesta sociedade. Quanto ao esporte, embora particularmente chegar a conclusão de realmente não ter nenhuma atração ou interesse por ele, principalmente pela mídia e pelos milhões que movimentam a economia suja, regendo padrões sociais nos quais também sou influenciado: cresci numa família completamente apaixonada por futebol. Meu pai era amigo de jogadores profissionais, frequentava assiduamente a casa de um jogador de seleção de 1982, bebia com outros. A TV daqui está ligada em canais de esporte desde sempre, apresentando roteiros tão engendrados quanto o da dramaturgia brasileira, nada diferentes de um programa de fofocas feminino. Tenho amigos que também amam e jogam.
Julgaria a todos como alienados? Então eu também sou.
Eles tem o meu respeito.Hoje vou lá torcer com eles, fazer parte da história convivendo, me alegrando, abraçando na hora do gol, cantando o hino. Mas a imagem que recebi nesta manhã e compartilho com vocês, assim como os flashes das famílias expulsas com violência pela desapropriações, não saem da minha cabeça.
Terei memórias boas e ruins a respeito desse evento histórico. E o que posso fazer a respeito para mudar meu país, sendo eu pequeno, ainda me pergunto. E pratico dentro das minhas limitações.
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